Parei pra pensar na infância, na minha infância. Aqueles momentos que tudo parecia não ter mais fim, os mais divertidos e incontroláveis desejos, a loucura mais sadia, o sentimento mais sincero. A inocência sempre prevalecia. O divertimento no riacho, o pega-pega no meio da rua, o medo da bicicleta sem rodinha, o primeiro contato com o patins, a bronca inesperada da mamãe, o meu ursinho favorito. Ah que saudade gostosa...Que venha então a tão sonhada e conturbada adolescência, não dava pra ser menos confusa? Ah, MEUS momentos, MEUS estresses, MINHAS paixões, MEUS desejos, MEUS problemas que são trilhões de vezes maiores que o seu. Novas descobertas, duvidas e confusões fazem parte do meu cotidiano. Eis que julgo-me a mais responsável, a mais carente, a mais problemática, a mais solitária, a mais louca? E por que não a mais feliz?
O primeiro emprego né? Que consequência inevitável ir para a vida adulta. Objetivos confusos, a sede de independência, a necessidade de liberdade, e acaba o deslumbramento da vida; nem tudo são mais flores e nem vivo num mar de rosas, hora de encarar a realidade, a cruel realidade. Correr atrás de crescer profissionalmente e ter uma vida tranquila. Só? O passado foi apenas frutos plantados para o futuro? Desisti até de começar a pensar na terceira idade... que volte a vida serena que tive, sem preocupações, com a paz interior em dia com a cabeça e com as teimosias de uma criança! Ê vida....
Nenhum comentário:
Postar um comentário